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Pitões das Júnias 2004      - 11 Janeiro

 

O dia começou bem cedo. Às 8:30, já a caravana de Vespas estava alinhada à porta da sede d' Os Vespistas do Norte. O caminho até Pitões das Júnias, situado num dos extremos do Gerês, ainda dá que andar. Mais de 150kms para cada lado para ser mais exacto e pelos caminhos de serra... Se pensamos isso ao arranque, ainda mais o sentimos no corpo, quando ao subirmos a serra que se ia aproximando, começou a cair uma chuva "murrinha" e um nevoeiro que não se conseguia ver a Vespa da frente.... Um grande problema! O frio, era muito, mas o menor dos nossos problemas. A visibilidade foi realmente o maior problema. De vez em quando, a caravana encostava na berma da estrada, aliviando assim o transito automóvel que se ia acumulando atrás de nós, e que se tornava perigoso, devido à impaciência de alguns automobilistas! Os condutores dos carros, olhavam para nós, incrédulos, como se fossemos uns heróis (ou uns loucos) por estarmos a andar de Vespa com aquele tempo!!! A manhã foi assim muito trabalhosa e molhada! A chegada a Pitões das Júnias, aldeia perdida no meio de nenhures, trouxe consigo o almoço! Um verdadeiro Cozido à Portuguesa, como só se come naqueles lados, foi o suficiente para levantar a temperatura do corpo e o espírito, com um pouco do delicioso vinho! Após o almoço, foi o tempo da digestão. A visita ao Mosteiro de Pitões das Júnias, hoje em dia já metade daquilo que foi outrora, na altura da sua edificação, foi o ponto alto. Mesmo em condições cada vez mais precárias, a pedra, e o local onde o mesmo foi erguido, bem no fundo junto ao Ribeiro, demonstram que a vontade humana é quase incontrolável!. Após esta visita, tempo ainda para passear um pouco pela aldeia e ver as casas antigas que tantas saudades vão deixando. Tempo de apanhar todos os que não quiseram ir fazer o roteiro cultural a pé devido ao mau tempo, e regressar a casa... A viagem de regresso, tal como a de ida, foi extremamente trabalhosa. Se de capacete aberto, a chuva magoava os olhos, de capacete fechado, quase não se via devido ao nevoeiro. Acabamos por chegar todos à Maia e a nossas casas, após ter feito 340kms debaixo de chuva e nevoeiro. As vespas, sem nenhuma avaria, prontas para rolar ainda mais.. Não há dúvidas que são mais resistentes do que nós, que já só queríamos a nossa cama, onde dormiríamos um sono, com um sorriso de mais um passeio Fabuloso!!

 

Vespista que é Vespista, tem um Vespa Sux.


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